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Trabalho de acadêmicas de Biomedicina recebe mais um prêmio em evento científico

Trabalho de acadêmicas de Biomedicina recebe mais um prêmio em evento científico

As acadêmicas do curso de Biomedicina da Funesc/Facisa Xaxim, Brunna Varela e Elaine Doneda, sob a orientação da professora Beatriz da Silva Rosa Bonadiman, novamente tiveram trabalho premiado em evento. Desta vez, foi apresentado no III Simpósio Integrado do Programa de Pós-graduação em Neurociências da Universidade Federal de Santa Catarina (SIPNeuro 2020), que aconteceu no formato on-line, entre os dias 25 e 28 de novembro.

Nesta terceira edição, o SIPNeuro contou com palestras de professores neurocientistas, submissões de resumos e apresentações orais para divulgar e discutir os resultados, conclusivos e em desenvolvimento, de pesquisas e da produção científica nas principais instituições nacionais e internacionais.

Entre os destaques, a participação do professor Dr. Rui Prediger, apontado, neste ano de 2020, como um dos principais cientistas do mundo em um estudo do Journal Plos Biology, que debateu sobre os desafios na pesquisa da doença de Parkinson, vindo ao encontro da pesquisa da acadêmica da Facisa, e da professora Dra. Emelie Leão, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que citou vários biomédicos que participam da pesquisa sobre o sistema auditivo, mais especificamente do tinnitus (zumbido), e suas relações corticais, ressaltando o espaço do profissional biomédico.

Para a acadêmica Brunna, a submissão de trabalho em um evento científico é uma forma de divulgação das pesquisas, tornando o cientista conhecido e consolidam sua reputação. A acadêmica enfatiza que trabalho científico não tem importância se permanecer guardado.

— No início do ano, sob incentivo da professora Beatriz, tive a honra de participar do Curso de Verão em Neurociências da UFSC, que foi fundamental para entender como a ciência é feita e para construir uma rede de contatos. Nessa época tomei conhecimento do SIPNeuro, uma ótima oportunidade para entrar em contato com pesquisadores renomados como o professor Rui — comentou Brunna.

Sobre o trabalho

O trabalho tem como objetivo buscar respostas já disponíveis em comparação com a realidade para que possa melhorar a qualidade de vida de indivíduos com Parkinson, uma doença neurológica crônica e progressiva, que vai além dos tremores nas mãos. Medicamentos apropriados e cirurgias cerebrais podem melhorar muitos dos sintomas, mas não a marcha. A solução pode estar em outra coisa muito natural, a música. A música dita o ritmo para que os pacientes controlem seus passos, promove novas conexões neurais em áreas saudáveis do cérebro e libera dopamina, principal neurotransmissor natural envolvido no prazer e na coordenação motora.

Ao longo da pesquisa encontramos um aplicativo que pode ser sincronizado com as músicas do Spotify, ajudando os pacientes a encontrar seu ritmo ideal. Parkinsounds seleciona automaticamente as músicas que combinam com a batida, de uma seleção predeterminada, fazendo com que os passos dos pacientes fiquem maiores, mais estáveis e mais seguros.

A professora Beatriz destaca que a premiação das acadêmicas é extremamente gratificante e motivo de muito orgulho, ainda mais em um evento de nível internacional.

— A pesquisa envolvendo a música como possível tratamento para doenças crônicas degenerativas, como o Alzheimer e Parkinson, foi uma ideia da Brunna e está só começando. Os trabalhos apresentados são resultados das pesquisas iniciais, certamente temos muito a ser feito — citou a professora.

Brunna cita ainda que ficar entre os melhores trabalhos em um evento onde a maioria eram pesquisas já consolidadas e realizadas por alunos de mestrado e doutorado, muitas delas com parcerias Internacionais, mostrou o quanto o esforço vale a pena e motiva a continuar.

— Fiquei imensamente feliz por representar a Unoesc e ainda conquistar a premiação. Sou grata por ter sido agraciada com esse reconhecimento e agradeço a professora Beatriz por sempre nos incentivar a questionar e verificar tudo, dentro e fora do laboratório, e principalmente a participar de eventos científicos. Antes de receber o prêmio, acreditava que era importante, mas não tinha a real consciência do quanto isso interfere na progressão profissional. Mudei a forma de ver e de agir em relação ao nosso papel na ciência —finalizou Brunna.

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